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Cuidado com o analista de 1C “de gabinete” na equipe do seu integrador

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Por que, na automação industrial, é especialmente importante que o analista do integrador tenha experiência prática em produção, do lado do cliente.

Essa experiência faz muita diferença e, sem ela, podem surgir os seguintes problemas:

Compreensão insuficiente dos processos de negócio reais

Analistas sem experiência industrial muitas vezes não entendem completamente como a produção funciona de verdade, incluindo:

  • as particularidades dos setores de produção, dos centros de trabalho e dos regimes de turnos;
  • as nuances dos roteiros de produção, dos calendários e da carga dos equipamentos;
  • o papel real do controle de qualidade, das compras e do suporte técnico;
  • como o planejamento interage com a produção no chão de fábrica.

Como resultado, o analista “desenha” o esquema de automação de um processo de negócio como ele é descrito nos livros didáticos, e não como ele funciona na prática.

O projeto perde o contato com a realidade

Sem experiência industrial, o analista não tem noção do que funciona na realidade e do que não funciona. Isso pode levar a:

  • soluções excessivamente “teóricas”, difíceis de aplicar na prática;
  • desconsideração de restrições importantes da produção (por exemplo, setups, estoques de matéria-prima, sequenciamento);
  • automação de “pseudoprocessos” que, na realidade, não são executados ou são feitos de outra forma.

Dificuldade de comunicação com o pessoal da produção

Operadores do chão de fábrica, encarregados e engenheiros de processos percebem imediatamente quando o analista fala uma “língua diferente”. Isso leva a:

  • desconfiança em relação ao projeto;
  • baixo engajamento da equipe;
  • risco de a implementação ser sabotada ou simplesmente não ser aceita.

Erros no projeto e na implementação das funcionalidades de MES/APS

O ERP não é só armazém e finanças. A parte de produção – MES, controle da produção (despacho), planejamento, apontamento de tempo e roteiros de produção – é a mais complexa e crítica. Sem experiência prática, o analista:

  • não entende a importância de normas corretas;
  • não consegue configurar o planejamento corretamente;
  • comete erros nos roteiros de produção e nas listas de materiais (BOM);
  • não leva em conta os “gargalos” reais.

Perda de tempo e de orçamento

Quando o integrador primeiro “faz do jeito que sabe” e depois se descobre que tudo precisa ser refeito, o resultado é:

  • atrasos no cronograma;
  • estouro do orçamento;
  • perda da confiança do cliente e equipe desmotivada.

Então, o que funciona melhor?

É melhor quando o analista:

  • já trabalhou na indústria (como engenheiro, analista de custos, planejador ou especialista em logística);
  • entende os problemas e as restrições reais;
  • consegue falar a mesma língua do cliente e atuar como uma ponte entre a TI e o chão de fábrica;
  • enxerga não apenas processos isolados, mas o sistema como um todo: da compra de matéria-prima à produção dos produtos acabados.

É por isso que nossos analistas e arquitetos funcionais têm experiência na indústria como gestores de produção e engenheiros.

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