É preciso consultoria em um projeto de implementação do 1C:ERP?
Quando é preciso redigir a metodologia contábil antes de configurar o sistema e por que é melhor conduzir a consultoria junto com o integrador
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09.03.2024
Metodologia de implementação de ERP para grandes empresas e holdings
Para grandes empresas e holdings.
Esta metodologia foi desenvolvida para migrações do SAP e do Oracle para a 1C. Também é adequada para migrar de sistemas 1C legados para sistemas mais modernos (por exemplo, do 1C:UPP para o 1C:ERP).
*Não se aplica ao setor público nem a pequenas empresas.
A maioria dos projetos de implementação fracassa porque o cliente não compreende a necessidade ou não está preparado para dedicar tempo suficiente ao projeto e atuar nele com agilidade. Infelizmente, uma equipe não pode simplesmente chegar, configurar tudo e ir embora. É o cliente quem deve fornecer as informações, fazer ajustes, testar os resultados, tomar as decisões-chave ao longo do projeto e aceitar o trabalho concluído. Nossa metodologia nos permite conduzir o projeto até os resultados, enquanto o cliente participa de todas as etapas, fica informado e pode influenciar o processo e, assim, obtém exatamente o que queria.
O objetivo de todo cliente é
1) migrar para o novo sistema no prazo e dentro do orçamento,
2) preservar os processos críticos para o negócio sem perder eficiência,
3) manter ao mínimo as personalizações no novo sistema, pois elas sempre significam desenvolvimento extra e custos futuros de suporte.
Implementar um novo sistema é, antes de tudo, consultoria. Antes, as implementações eram conduzidas por desenvolvedores; hoje, a maior parte do trabalho é feita por analistas. Quanto melhor a análise, menos personalizações são necessárias.
Etapa 1: Desenho da solução.
- Analisar os processos de negócio atuais da empresa e documentá-los, para que o parceiro de implementação e o cliente tenham uma visão única de todos os processos.
- Modelar esses processos no novo sistema. Isso significa pegar documentos e processos reais e tentar reproduzi-los no novo sistema. Fazemos uma demonstração para o cliente e, com base nos resultados, registramos os “gargalos” (lacunas funcionais) que impediriam o sistema de funcionar corretamente.
Quando é necessário migrar dados do sistema antigo para o novo, é preciso acordar o escopo dos dados a migrar e desenvolver as ferramentas de migração.
Etapa 2: Desenvolvimento.
Depois de identificadas as lacunas críticas, desenvolvemos soluções e as alinhamos com o cliente, mostrando os resultados do nosso trabalho toda semana, para que o cliente entenda o que vai receber e também possa direcionar o desenvolvimento.
Etapa 3: Operação piloto.
Um problema comum: o desenvolvimento está concluído e os dados foram carregados, mas o sistema não funciona por causa de erros. Por isso são necessários testes abrangentes.
Teste interno: uma execução completa (end-to-end) do sistema do nosso lado, conduzida pelos arquitetos técnico e funcional.
Teste externo: a mesma execução, mas agora junto com o cliente. Nesse momento, o cliente pode solicitar ajustes.
Teste de aceitação: preparamos casos de teste passo a passo, e o cliente percorre todo o processo por conta própria para verificar como o sistema funciona.
Com base nos resultados, corrigimos eventuais erros, preparamos manuais do usuário e treinamos os funcionários.
Etapa 4: Operação produtiva.
Sempre damos suporte ao projeto por 3–6 meses após a entrada em produção (go-live), enquanto os funcionários se habituam ao sistema.
O ideal é apresentar ao cliente todas as informações do projeto (planos, cronogramas, objetivos e resultados) em forma de apresentação. Isso dá ao cliente uma primeira imagem do resultado. Em geral, os clientes não percebem que eles também terão de realizar algum trabalho. A apresentação deixa isso claro.
A implementação não pode ficar apenas a cargo da equipe do parceiro de implementação. Ao mostrar o escopo do trabalho conjunto, definimos, na prática, as regras das quais depende o sucesso do projeto. Abaixo está uma tabela que mostra como os funcionários do cliente são envolvidos.
O patrocinador do projeto aprova as decisões finais, aloca o orçamento e aceita o projeto como um todo.
O gerente de projeto é o administrador de todo o projeto. Por exemplo, o parceiro de implementação não tem autoridade dentro da empresa do cliente, por isso é necessário um gerente de projeto interno, capaz de exigir a disciplina necessária dos seus subordinados.
Os usuários-chave são os responsáveis pelas principais áreas em que implementamos o sistema. Em geral, são os chefes de departamento. Por exemplo, se estamos implementando o módulo financeiro, é o CFO (diretor financeiro), e assim por diante.
Especialista no sistema do qual estamos migrando. É um especialista técnico que prepara os dados no sistema atual para a migração ao novo.
Especialistas de TI que trabalham com sistemas externos, concedem os acessos necessários, disponibilizam as ferramentas internas e realizam o trabalho necessário nos servidores.
Durante a implementação, é preciso sempre cumprir o cronograma e respeitar o orçamento. No entanto, as pessoas geralmente querem pegar o sistema antigo, personalizado ao longo de muitos anos, e transferi-lo por inteiro para o novo, acrescentando novos requisitos pelo caminho; em outras palavras, pegar o 1C e transformá-lo em SAP. Mas sejamos realistas: não é possível conseguir em seis meses a um ano o que levou muitos anos e orçamentos enormes para ser construído. Nesses casos, os custos de personalização superam o orçamento em 3–4 vezes.
Então, como decidir o que fazer para ficar dentro do orçamento?
É assim que resolvemos esse conflito.
Propomos classificar todos os processos de negócio por criticidade.
O orçamento geralmente cobre os processos de alta prioridade e parte dos de média prioridade. Os itens de baixa criticidade ficam para o desenvolvimento posterior do sistema.
Nossa experiência mostra que é possível concluir a implementação no prazo e dentro do orçamento planejado entregando os itens de alta e média prioridade. Na entrada em produção, porém, normalmente só os itens de alta criticidade estão prontos. Só depois da entrada em produção é que se continua refinando o sistema, por um ano, dois ou até 10 anos.
Se tentarmos fazer tudo de uma vez, o projeto vai travar, e não cumpriremos nem o cronograma nem o orçamento.
Por isso nós:
Essa abordagem em fases oferece a melhor chance de alcançar o resultado desejado.
Nossos dez anos de experiência em TI nos ajudaram a desenvolver uma metodologia que responde às principais questões do projeto: como implementar a automação no prazo e dentro do orçamento, com o mínimo de personalização, preservando os processos de negócio críticos e a eficiência.
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